5.6.11

"About Change" World Bank Art Program

20 e poucos anos: portfólio





Exposição coletiva realizada na Galeria Baró, entre fevereiro e março.
Sob curadoria de Adriano Casanova, mostrei uma escultura da série "Centauros", a maior até o momento, algo en torno de 13 metros.Tambem participei com uma foto da série "Não pise na grama ou Arcádia"

26.7.10

Arte integrada ao espaço


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC
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A produção, o debate e a divulgação da arte contemporânea movimentam as atividades do Ateliê Fidalga, espaço cultural criado por Albano Afonso e a andreense Sandra Cinto há dez anos. O projeto invade a partir de hoje o Paço das Artes, na Cidade Universitária, em São Paulo, com Ateliê Fidalga no Paço das Artes. O local recebe até o dia 29 de agosto obras especiais de participantes da iniciativa que buscam dialogar diretamente com o espaço expositivo onde se encontram.

A exposição conta com 60 trabalhos inéditos de 60 artistas. A participação do grupo cultural se deve a uma mostra coletiva ocorrida no ano passado em Portugal que chamou a atenção dos responsáveis pelo Paço. Agora, os artistas e suas ‘crias'' fazem parte das comemorações dos 40 anos do local.

Diferentes linguagens, entre elas pinturas, desenhos, vídeos, fotografias e instalações, marcam o eclético material. "O ateliê virou uma troca de experiência e diálogo entre jovens e experientes artistas, que misturam diferentes formas e estilos", explica Sandra, que assina a organização.

Um dos objetivos da mostra é criar maior aproximação entre os artistas e o espaço no qual suas obras irão ser apresentadas. A arquitetura e a história do local foram questões levadas em conta durante a criação das obras.

Ao contrário de exposições convencionais, nas quais apenas o produto final apresentado é o que importa, o processo ganha agora uma inesperada importância. Segundo a organizadora, a ideia é justamente fugir do convencional. "Queremos trazer o que é feito no ateliê para o espaço, dando ênfase a todo o processual das obras. Fazer algo mais vivo".

Entre os trabalhos disponíveis, há grande variedade de estilos e técnicas. É possível observar imagem em preto e branco com produtos diversos encontrados em mercados feita por Alice Ricci; a trilha de pedras idealizada por Ding Musa; uma parede repleta de recortes imaginada por Renata Cruz; a interessante instalação multimídia de Carla Chaim; e uma intrigante obra criada por Julia Kater.

Completam a lista de participantes nomes como Vivian Kass, Madu Almeida e Daniel Caballero, que já tiveram trabalhos expostos no Grande ABC. "Temos uma espécie de panorama da nova geração, mostrando o que esse novos artistas estão pensando", afirma Sandra. Orgulhosa ao colher os frutos de seu trabalho, lembra que "tudo isso é devido ao talento individual de cada um".

Além da exposição, o evento conta também com o projeto Ateliê Fidalga no Paço Educativo, composto por diversas atividades paralelas que ocorrem durante agosto, no mesmo local. Oficinas para professores e destinadas a jovens e adultos, debates com os artistas e visitas especiais - incluindo um encontro do público com Sandra programado para o dia 26 - complementam a programação. Todas as informações em relação às atividades estão no sitewww.pacodasartes.org.br

Ateliê Fidalga no Paço das Artes - Exposição. A partir de hoje, no Paço das Artes - Avenida da Universidade, 1, Cidade Universitária, São Paulo. Tel.: 3814-4832. Ter. a 6ª, das 11h30 às 19h; sáb., dom. e feriados, das 12h30 às 17h30. Grátis. Até 29 de agosto.

9.7.10


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3.5.10

No que você está pensando agora?


No que você está pensando agora?

“o artista deve avançar especificamente para se perder, e intoxicar-se de atordoantes sintaxes, procurando por curiosas intersecções de sentidos, estranhos corredores da história, ecos inesperados, humores desconhecidos, ou vazios do conhecimento…mas isso exige risco, cheios de ficções infundadas e arquiteturas sem fim ou contra-arquiteturas…E no fim, se é que existe um fim, estarão provavelmente apenas reverberações sem sentido”[1].

Robert Smithson

Um grupo de artistas se reúne numa velha casa com muitos cômodos, dividem o espaço conforme seus interesses, iniciam um processo de adaptação de suas poéticas particulares levando em conta agora, as características arquitetônicas que qualificam o espaço escolhido. É uma ocupação coletiva. Todos tem o mesmo intervalo de tempo, alguns meses, cabe a cada qual a quantificação de investimentos e esforços. À princípio estão todos sujeitos à uma mesma regra e objetivo comum: acrescentar o fator de aproveitamento de um espaço dado à sua própria poética, seu trabalho, este que vem lentamente sendo elaborado desde o dia em que cada qual decidiu-se artista.

Essa ocupação surge como fator agregador de uma pequena comunidade de artistas a serviço da metáfora de transformar o mundo com sua arte, através da transformação efetiva de uma pequena parte do mesmo, no caso, essa casa.

O número de artistas surgindo de todas as partes só aumenta, assim como tem crescido o público espectador para arte. Considerando a arte ocidental, tal como a entendemos de quinhentos anos pra cá, pode-se, com segurança, afirmar que nunca houve um interesse tão grande em arte contemporânea como hoje em dia. Ansioso em participar e tomar parte dos acontecimentos ou simplesmente em busca de entretenimento, este público forma grandes filas nas portas dos museus, bem como nas infinitas bienais espalhadas pelo mundo.

Interessa observar que tipo de impulso move esses artistas, quais são seus ideais e em que nível se relacionam com o mundo. Pensar de forma geral o que pretendem com sua arte. De que forma escolherão relacionar-se com o desafio de atuar num circuito artístico, por um lado, um tanto quanto desencantado pela intensa mercantilização, onde as relações de compra e venda que se estabelecem coordenam os anseios tanto de quem compra quanto de quem vende. Desta forma, criam-se necessidades paralelas que acabam por promover um forte achatamento das leituras inicialmente pretendidas pelo artista. O alcance poético da obra ou da ação do artista tende a sucumbir a simplória valoração numérica válida para todas as coisas que habitam a esfera da simples mercadoria.

De outro lado ainda, este mesmo artista terá que lidar com um circuito repleto de procedimentos burocratizados com editais e seleções onde, discursos coerentes sobre a produção surgem sempre acompanhados de uma boa documentação. Mecanismos através dos quais criam-se trilhas altamente previsíveis, resultando aceites e recusas inexoravelmente injustos, geralmente baseados em critérios de eficiência no preenchimento dos muitos quesitos exigidos.

Entretenimento, participação, interatividade, denúncia e engajamento politico, ecologia, ocupação, ação, representação, mobilização, residência, no que você está pensando agora? O que escolher no cardápio dos novos estilos e fazeres comuns do momento pós-histórico?

Seria saudável duvidar destes, entre outros fazeres comuns no atual universo da arte. Duvidar de seu real alcance e potencial, uma vez que se pode perceber um alto grau de padronização de atitude, uma espécie de uniformização das manifestações artísticas.

A verdadeira transformação virá, como sempre, de onde menos se espera. À medida em que o artista se submete a regras ou busca coerência com o sistema, ele deixa de investir na liberdade de pensamento e cessam os progressos na investigação do desconhecido, campo este, onde efetivamente se situa toda a área de interesse. Tarefa complexa e ao mesmo tempo estranhamente simples de dar a conhecer o que antes não se sabia, assim como fizeram Mondrian, Picasso e Duchamp, entre muitos outros. Agora não mais necessariamente para trazer o novo, como na modernidade, mas para continuamente transformar o já conhecido. É um processo ininterrupto no qual o artista permanece como ferramenta fundamental na promoção dessa transformação, criando atalhos, renovando olhares e conceitos. Aí está a razão, talvez, do brotamento contínuo de artistas por toda parte, são pessoas a quem interessa criar uma nova fachada para o mundo, novas possibilidades de compreensão do real.

Considera-se que a arte opera num campo específico, promovendo ambiguidade de sentidos através da manipulação de imagens e da criação de metáforas. Isto se dá através de uma leitura perpendicular da realidade que o artista realiza em seus voos. Através dessa ambiguidade, enxerga-se a possibilidade de reservar à arte o poder de relativizar valores padronizados, acentuando a ideia de que ela não tem uma função específica e concentrando investimentos nas sutilezas da poética proposta pelo artista.

São Paulo /Abril de 2010

Leda Catunda

7.4.10

Não pise na grama ou Arcádia





Como em Adriana Conceição, desenho e arquitetura interagem, mas, inversamente, a livre improvisação do desenho resulta na linha espessa e contínua que percorre o sinuoso e azul espaço do banheiro sem violá-lo, mas cortejando-o. Talvez o valor intrínseco da forma livre não passe de uma ilusão metafísica e o desenho possa admirar a solidez das coisas e suas finalidades mundanas. Não é à toa que estamos no banheiro, local de necessidades físicas, nudez e também asseio, vaidade, purificação.

José Bento

5.4.10

Aluga-se



Coletiva Aluga-se na Avenida São Gualter

Casa no Alto de Pinheiros, em São Paulo, se converte em espaço para exibição de obras de 33 artistas de abril a junho. Iniciativa foge ao modelo tradicional museológico e comercial das galerias. Entrada gratuita



De 10 de abril a 05 de junho, 33 artistas promovem a exposição coletiva Aluga-se dentro de uma casa da Avenida São Gualter, no Alto de Pinheiros, em São Paulo. Jardins, corredores, salas, cozinha e banheiros da residência dos anos 1950 são os espaços onde cada um dos artistas vai exibir uma obra especialmente criada para o evento.

Organizados em torno da criação auto-gestada de um espaço para a exibição de obras fora do circuito oficial de museus e galerias. A iniciativa foge do modelo tradicional de exibição sacramentado por museus e galerias comerciais. Tem entrada gratuita de terça a domingo, das 12 às 19 horas. Durante a exibição da mostra, serão realizadas palestras, leituras de portfólios, workshops com os membros do grupo e artistas interessados, além de críticos convidados.

São os artistas: Adriana Conceição, Afonso Tostes, Ana Nitzan, Ana Zveibil, Bárbara Rodrigues, Bettina Vaz Guimarães, Cinthia Marcelle, Daniel Caballero, Eide Feldon, Evandro Prado, Fabiano Soares, Felippe Segall, Giba Gomes, João Di Souza, Lais Myrrha, Laura Gorski, Lina Wurzmann, Marlene Stamm, Maia Wolthers, Mirian de los Angeles, Newman Schutze, Rafael Campos, Renato Pera, Roberto Bellini, Roberto Fabra, Roberto Freitas, Rodrigo Braga, Rosana Naday, Rosilene Fontes, Samir Jamal, Silvia M, Wagner Morales e Yara Dewachter.

“A iniciativa é uma forma de promover alternativas de exposições de arte contemporânea sem curadoria e em um ambiente familiar ao público”, atesta o grupo de artistas.

Espaço para arte

Usar o espaço como ponto de partida para a concepção de uma obra de arte não é assunto novo na história da arte, mas nem por isso deixa de ser assunto da arte. Seja uma gruta, capela ou mesmo um banheiro de mármore rosa, existe em cada realização o projeto do artista, a mão do autor. O espaço dado, nesse caso, torna-se suporte para um revestimento artístico, locus de uma intelecção e construção poética que entram em diálogo com a memória, os materiais e o uso corrente ou original daquele lugar.

O uso de espaços heterodoxos para exibições de arte é um fenômeno que obedece a lógicas circunstanciais. O happening, as memoráveis edições do “Arte Cidade”, projetos em calhas de rio, jardins, a street art e até mesmo as flash mobs, em que pese a discussão se o fenômeno deve ou não ser considerado manifestação artística, se valem dos locais onde são promovidas para darem maior ou menor conotação ao discurso das obras, seja individualmente ou por meio de uma curadoria, que não é o caso desta iniciativa.

A escolha da casa de 400 m2 no Alto de Pinheiros não é fortuita. Vaga, ampla e ajardinada, a residência carrega a memória do seu uso precípuo, o de residência. Não seria estranho imaginar os trabalhos como decoração do espaço vazio. Entretanto, cada artista apropriou-se do seu espaço e a seu modo, alguns criando um site specific, ou seja, uma obra concebida para um espaço dado, realizável ou não numa outra espacialidade, enquanto outros abraçaram a idéia de decoração dos espaços com obras pré-concebidas.

Apoio: Eucatex e Cervejaria Schornestein.

Serviço:

Evento: exposição coletiva Aluga-se, com obras de 33 artistas

Local: Avenida São Gualter, 1941, Alto de Pinheiros, São Paulo

Abertura: sábado, dia 10 de abril de 2010, 15 horas

Período Expositivo: de 11 de abril a 12 de junho

Telefone: (11) 95940763

Entrada gratuita e livre

http://alugase2010.wordpress.com/

16.12.09

Graphias / S e assim somos que assim sejamos

Para fechar o ano, extreando uma pintura no Memorial da América Latina.



23.10.09

Boas maneiras: Geofágos educados e bla,bla,bla....










Daniel Caballero
Boas maneiras : Geofágos educados não acreditam em linhas imaginárias
Abertura dia 24 de outubro , ás 10h
De 27 de outubro a 21 de novembro de 2009
Casa do Olhar
Rua Campos Sales 414, centro, Santo André
Tel : 49927730

14.10.09

Individual na Casa do olhar



Texto do folder

O espaço é o território onde o ser se concretiza.

Enquanto indivíduos, erguemos muros e os decoramos ao nosso bel-prazer. Já como sociedade, estamos sujeitos à coerção dos muros alheios.

A ordenação social muitas vezes reprime a potência do indivíduo.

Daniel Caballero expressa através das linhas e das formas a eterna luta do sujeito contra o espaço normativo.

O mesmo espaço que nos permite tecer a vontade, é, por outro lado, o elemento que nos castra, pois agrega o peso sufocante do todo. O indivíduo passivo se cala em seu próprio desespero, e vive uma existência cheia de palavras não ditas.

Geófagos é a expressão do sujeito ativo devorando os limites arbitrários e construindo a sua própria história.

Douglas de Souza Leão
Engenheiro

2.10.09

Funarte exposição " Nos limites da arte"






A coisa tá corrida, mal voltamos de Portugal, já temos a exposição na Funarte, com lançamento do livro do Atelier,.
O livro mostra trabalhos de todos os artistas integrantes, e inclui um texto que escrevi, além de textos dos curadores Paulo Reis e Katia Canton, e dos artistas Fernando Velázquez, Reginaldo Pereira e Roberto Fabra.

30.9.09

ENTRE TEMPOS


"Para inaugurar as caves do Palácio Pombal, vinte e três artistas do Grupo de Estudos Ateliê Fidalga desenvolveram projectos site specifics que dialogam com a arquitectura oitocentista. Uma exposição colectiva, com desenhos, pinturas, objectos, vídeos e instalações inéditas, cujo mote é o espaço privilegiado do palácio, desde os arrumos ao jardim."

http://www.carpediemartepesquisa.com

O nome deste trabalho é " Por onde ando encontro pedaços de mim mesmo " , instalei uma imagem em tamanho natural, de um trabalho que fiz na parede da minha casa. A arquitetura do palácio " absorveu " a imagem como se fosse do lugar, de maneira, que teve gente que me perguntou onde estava o meu trabalho apesar de ter passado várias vezes pelo local.

Na lateral da escada continuei o trabalho pintando por cima de uma estrutura de madeira, que tambem interferia sutilmente com o espaço.



29.9.09

Exposição Photofidalga


Esta foto faz parte da mesma série, " Andando desenho linhas imaginárias que preenchem o espaço com percursos inutéis" e integra o projeto de fotografia de todos os artistas do Atêlie Fidalga para o projeto Carpe Dien de arte e pesquisa.
Abaixo a exposição na cave do palácio do Marquês de Pombal.


Coletiva na Carlos Carvalho




A Galeria de arte contemporânea Carlos Carvalho expõe simultaneamente a exposição da Sandra Cinto " Mar que habita em mim, me leva aonde eu nunca fui", além da coletiva, 55 artistas, com trabalhos de todos os artistas do Atêlie Fidalga, a vernissagem ficou lotada, com muito papo regado a Ginginha.
Participei com quatro fotos da série," Andando desenho linhas imaginárias que preenchem o espaço com percursos inutéis".





Para quem quiser saber mais, esse é o site da galeria.

http://www.carloscarvalho-ac.com/galeria_pt.html